O meteorito encontrado no último dia 23 em Varrei-Sai, no Noroeste Fluminense, está com pesquisadores no Rio de Janeiro e futuramente será colocado em uma casa de cultura no município. Nas últimas semanas o pequeno município está recebendo visita de estrangeiros que buscam localizar e comprar outras partes do meteorito.
De acordo com o coordenador geral do Clube de Astronomia Louis Cruls do Instituto Federal Fluminense (IFF), Marcelo Oliveira, um casal que está na região há alguns dias já comprou um fragmento do meteorito e está em busca de outros quatro pedaços para vender futuramente...
(Artigo Publicado em 23 de Junho de 2010) Uma explosão e um rastro de fumaça no céu. O fato deixou muitos moradores de várias cidades dos estados do Rio e Espírito Santo assustados no último sábado (19). Entre muitos palpites, alguns diziam se tratar de uma bola de fogo, ou de um avião que poderia ter caído. Mas o mistério pode ter sido desvendado e o ponto de partida pode ser o município de Varre-Sai,no extremo noroeste fluminense.
Lá, o agricultor Germano da Silva de Oliveira encontrou uma pedra, que segundo ele, caiu do céu no último sábado.Germano contou que estava na lavoura trabalhando quando ouviu uma explosão. Logo depois, a pedra caiu a cinco metros de distância dele, provocando um grande susto. O objeto tem aproximadamente 11 centímetros e muito provavelmente se trata de um meteorito, partes de corpos celestes que por vezes caem na superfície da Terra.
Em nota,a prefeitura de Varre-Sai confirmou a ocorrência na comunidade de Santa Rita do Prata,na divisa entre os dois estados.Informou ainda que, “a Prefeitura de Varre-Sai está mobilizando em parceria com o IFF (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense) e com a UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense) uma equipe para que sejam feitas novas descobertas no município, além de análise detalhada do material encontrado”.
| < Anterior | Próximo > |
|---|

















Comentários
Como encontrar posivel interessados para compra?
onde posso encontrar alguém que compra?
Um boliviano foi preso no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, quando tentava embarcar para Bolívia com pedaços do meteorito que caiu na cidade de Varre-Sai, no Noroeste Fluminense, em 20 de junho. As informações são do delegado Alcir Vidal, titular da Delegacia da Polícia Federal do aeroporto.
Segundo Vidal, o homem estava com três pedaços da pedra na mala e tentava seguir para Santa Cruz de La Sierra na última quarta-feira (7).
Ainda segundo a polícia, o homem contou que não sabia que era crime sair do país com o material. O boliviano foi preso e autuado por contrabando, mas já foi liberado por decisão da Justiça Federal.
A pedra encontrada no quintal de uma propriedade rural intrigou os moradores de Varre-Sai. A análise preliminar de astrônomos e pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) indicou que se trata de um meteorito.
De acordo com a assessoria de imprensa de Varre-Sai, o meteorito foi achado no dia 20 de junho por um produtor rural. No entanto, a suspeita é de que a pedra caiu do céu no dia anterior.
O meteorito encontrado tem 12 centímetros de diâmetro e pesa 600 gramas. Segundo o Clube de Astronomia Louis Cruls, em Campos dos Goytacazes, não havia relatos de queda de meteoritos no país há 19 anos.
O lavrador Antônio Sobrinho achou a pedra no meio do pasto, cerca de 20 dias depois da queda. "Eu estava arrumando a cerca e quando voltei, achei ela aqui no chão", conta. A astrônoma Maria Elizabeth Zucolotto, do Museu Nacional, foi até a cidade de Guaçuí para analisar e a peça e confirmou se tratar de um fragmento do meteorito.
De acordo com ela, outros pedaços ainda podem ser encontrados. "Antes dele entrar na atmosfera era maior, ele foi se queimando, por isso a fumaça. Esses são os pedaços que restaram depois que ele explodiu", explica Maria Elizabeth.
Este é o terceiro fragmento de meteoro encontrado, os outros dois caíram em Varre-Sai. Agora a pedra vai ser levada para o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, onde será estudada e ficará exposta para os visitantes. "Eles ficam guardados para a eternidade. Daqui 50 anos, as pessoas ainda vão poder estudá-los", finaliza a astrônoma.
Feed RSS para comentários deste texto